3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul

container city

Porto Alegre, Brasil | 2001

 

Installation carried out at the 3rd Mercosur Biennial - the biennial of containers. I assumed to build my work from the works of the other artists. Their execution consisted in stealing small elements or even collecting remains of the other artists' works to build mine. On the opening day the objects were soaked in black and impregnating grease and then thrown into the interior of the container with a thick layer of lining from the banks of the Guaíba River.

 

Soaked by the grease, they gradually configured the space as an art object (an amorphous landscape painting). The grease, by appropriating the objects, was at the same time an element of the construction and cause of the poisoning of the lining, generating a confrontational and permanent cycle of construction and destruction. The work was sometimes frustrated, sometimes successful, in constituting itself from pieces of loves, desires, daydreams... The objects that fed it also irrevocably modified the garden in an unexpected way. The grass died in some parts and grew in others, revealing or hiding what was around it, and thus the work would be done, sometimes by affirmation, sometimes by pure denial of otherness.

Instalação executada na 3ª Bienal do Mercosul - a bienal dos containers. Pressupus construir o meu trabalho a partir das obras dos outros artistas. A sua execução se consistiu em roubar pequenos elementos ou mesmo coletar restos das obras dos outros artistas para construir a minha. No dia da abertura os objetos foram mergulhados numa graxa negra e impregnante e, em seguida, lançados no interior do container com uma espessa camada de forração das margens do Rio Guaíba.

Embebidos pela graxa iam aos poucos configurando o espaço como objeto de arte (uma pintura de paisagem amorfa). A graxa, ao apropriar-se dos objetos, era ao mesmo tempo elemento da construção e causa do envenenamento da forração, gerando um ciclo conflituoso e permanente de construção e destruição. A obra era ora frustrada, ora bem-sucedida, em se constituir a partir de pedaços de amores, de desejos, devaneios.... Os objetos que a alimentavam também modificavam, irrevogavelmente, o jardim de forma inesperada. A grama morria em algumas partes e crescia em outras, revelando ou ocultando o que estivesse por perto e, assim, a obra seria feita, ora, por afirmação, ora por pura negação da alteridade.

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